
A Senhora da Árvore Sagrada
Trabalha sob a figueira, mãe da sabedoria ancestral
Na Umbanda, a Pombagira da Figueira (também conhecida como Rainha da Figueira) lidera uma das falanges mais misteriosas, antigas e profundas da linha de Esquerda. O nome dessa guardiã carrega um simbolismo teológico e histórico denso. A figueira é uma árvore de raízes profundas, copa vasta e madeira forte, frequentemente associada na história das religiões ao conhecimento oculto, à feitiçaria antiga, à sabedoria e à fertilidade.
Na Umbanda, a figueira representa um portal natural de captação e transmutação de energias. A falange da Figueira responde diretamente à regência do Orixá Oxóssi (pela ligação visceral com as matas, as árvores e o conhecimento botânico/oculto) cruzada com a força de Omolu/Obaluaê (já que a figueira é uma árvore muito utilizada no astral para o descarrego de energias densas e tratamento de doenças espirituais). São consideradas as grandes bruxas e magas da Esquerda, detentoras de segredos milenares sobre a manipulação de elementos da natureza.
A figueira funciona no astral como um verdadeiro para-raios espiritual. A grande especialidade da falange é sugar a negatividade do consulente e enviá-la para as profundezas da terra, transmutando o mal em força de vida e renovação. Costumam manifestar-se em terra com uma postura muito firme, misteriosa, elegante e altiva.
Não são de dar gargalhadas espalhafatosas; suas risadas são contidas, sábias e ecoam como um aviso de respeito. Suas consultas são profundas e costumam ir direto à raiz psicológica e espiritual do problema. Utilizam muito as folhas (especialmente as de figueira ou de ervas fortes), velas vermelhas, pretas ou roxas, galhos secos para descarrego, cigarros de palha ou cigarrilhas de boa qualidade, e bebidas densas e requintadas, como licores, vinhos tintos secos ou conhaque.
Por ser uma falange ligada ao conhecimento profundo, a Pombagira da Figueira desmascara falsidades com facilidade. Ela exige que o consulente pare de olhar apenas para a superfície e comece a analisar as próprias raízes para entender o porquê de seus caminhos estarem travados.
No universo espiritual, a falange de Pombagira da Figueira se desdobra em sub-falanges — agrupamentos menores que dominam campos específicos de atuação.
Mata e Rua
Atua na transição entre a mata e a rua. Resolve problemas materiais complexos, amarrações financeiras e travas profissionais. Astúcia da encruzilhada com sabedoria da figueira.
Saiba mais →Desobsessão Silenciosa
Atua nos limites ou interior dos campos santos com árvores antigas. Colhe energias de feitiços pesados e "aterra-as" nas raízes da figueira astral, neutralizando miasmas e larvas.
Saiba mais →A Médica do Astral Denso
Sob respeito de Omolu, atua como médica do astral denso. Acolhe espíritos perdidos na escuridão da ignorância ou sofrimento pós-morte. Acalma psiquismo antes do encaminhamento.
Saiba mais →Conhecedora da Flora
Manifestação mais pura — conectada ao axé de Oxóssi e Caboclos de Jurema. Exímia conhecedora da flora astral. Combina folhas, cascas, sementes e raízes para banhos de alta potência.
Saiba mais →Imenso Magnetismo
Sub-falange cruzada de imenso poder. Une imponência, sedução e alta magia de Padilha com ancestralidade da Figueira. Equilibra amor-próprio e corta amarrações amorosas.
Saiba mais →Poucas entidades sofrem tanto preconceito quanto as Pombagiras. Aqui esclarecemos os principais equívocos.
As velas tradicionais para acender em homenagem a Pombagira da Figueira. Você pode adquirir abaixo no Mercado Livre.
Pombagira da Figueira é entidade séria e exigente — exige protocolo respeitoso. Siga estas orientações.
Sob uma figueira (ou qualquer árvore grande e antiga), ofereça vinho tinto, mel, rosas vermelhas e uma fita vermelha amarrada no tronco. Acenda uma vela vermelha protegida do vento. Encoste a mão no tronco e fale como filha à mãe ancestral. Agradeça enchendo o tronco de fitas em 7 sextas seguidas.