
A Guardiã dos Cemitérios
Trabalha no cemitério, cortes definitivos e cura ancestral
Na Umbanda, a Pombagira da Calunga (ou Guardiã da Calunga) comanda uma das falanges mais respeitadas, sérias e energeticamente densas de toda a linha de Esquerda. O termo Calunga possui origem banto e, na Umbanda, carrega dois significados principais: a Calunga Grande (o mar) e a Calunga Pequena (o cemitério). Quando nos referimos especificamente à Pombagira da Calunga, o foco principal de atuação está no cemitério, nos portões dos campos santos e nos túmulos, embora ela também possua ramificações nas águas salgadas.
Essa falange responde diretamente à regência do Orixá Omolu/Obaluaê (senhor da terra, da transmutação, das doenças e do fim dos ciclos) cruzada fortemente com a força de Ogum (senhor das leis que guardam os portais) e de Iansã do Balé (a condutora dos mortos). As Guardiãs da Calunga são consideradas as zeladoras do plano espiritual denso. Sua função principal é garantir que a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos desencarnados seja respeitada, filtrando e retendo qualquer energia nociva.
A falange da Calunga trabalha sob o mistério da nudez da alma. O cemitério nos lembra que todas as vaidades, riquezas, títulos e orgulhos humanos ficam na terra. Por isso, essas guardiãs são implacáveis contra a soberba e ensinam o desapego e a verdade nua e crua.
Em terra, manifestam-se com extrema seriedade, discrição e imponência. Suas consultas são cirúrgicas, profundas e diretas. Não toleram falsidades ou perguntas fúteis.
Suas gargalhadas são raras, curtas e emitidas com um som seco e grave, usado puramente como arma para quebrar demandas no terreiro. Utilizam muito a terra de cemitério (usada de forma simbólica para aterrar energias), velas pretas, roxas ou vermelhas, cigarros fortes ou cigarrilhas, e bebidas quentes e amargas como o conhaque, o gim, o uísque ou o marafo puro. São consideradas as grandes faxineiras do astral.
No universo espiritual, a falange de Pombagira da Calunga se desdobra em sub-falanges — agrupamentos menores que dominam campos específicos de atuação.
Resgate dos Recém-Desencarnados
Trabalha no Cruzeiro das Almas (centro do cemitério). Postura austera. Resgata almas recém-desencarnadas perdidas ou presas ao apego material. Quebra feitiçarias antigas estruturadas no campo das almas.
Saiba mais →A Alfândega Astral
Atua nos portões de entrada e saída do cemitério. Filtra TODAS as pessoas que entram para visitar/sepultar entes queridos, impedindo que kiumbas e obsessores saiam colados na aura dos vivos.
Saiba mais →Ponte Cemitério–Rua
Faz ponte entre cemitério e mundo exterior. Resolve demandas que começaram a afetar a vida prática, profissional e financeira. Força de transmutação da Calunga + flexibilidade da encruzilhada.
Saiba mais →Acolhimento Jovem
Arquétipo jovem sob guarda rigorosa dos Caveiras e Omolu. Acolhe espírito de crianças, adolescentes e jovens que desencarnaram precoce ou violentamente. Acalma psiquismo e limpa traumas da transição.
Saiba mais →Alta Magia Desobsessora
Sub-falange cruzada de altíssimo poder magnético e magístico. Une imponência e maestria em feitiços de Padilha com força desobsessora da Calunga. Corta amarrações amorosas pesadas e magias destrutivas.
Saiba mais →O Cemitério das Águas
Atua no mar sob axé de Iemanjá. Trabalha no "cemitério das águas" — descarrego absoluto de larvas astrais e miasmas. Limpa grandes cargas emocionais, depressões profundas, pensamentos autodestrutivos.
Saiba mais →Poucas entidades sofrem tanto preconceito quanto as Pombagiras. Aqui esclarecemos os principais equívocos.
As velas tradicionais para acender em homenagem a Pombagira da Calunga. Você pode adquirir abaixo no Mercado Livre.
Pombagira da Calunga é entidade séria e exigente — exige protocolo respeitoso. Siga estas orientações.
No cemitério, peça licença no portão. Acenda uma vela preta. Ofereça rosas vermelhas escuras, vinho tinto seco, cigarrilhas e cachaça. Fale com firmeza o que precisa cortar. Nunca olhe para trás ao sair. Após 7 dias, agradeça com flores brancas e leve as cinzas ao mar.